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sábado, 23 de julho de 2011

Nossa História - Crislainy e Anny

Ola meu nome é Crislainy sou casada tenho um filho de 4 anos e moro em Cuiabá MT.

Na foto eu e meu marido Wilson.

Quando eu descobri que estava gravida e que era uma menina fiquei super feliz, mas quando eu estava de sete meses descobri que minha filha tinha Hérnia Diafragmática Congênita.

Foi horrível, cheguei no consultório pra fazer ultrasson toda alegre me deitei na maca e vi que o medico demorou mais do que era de costume e eu perguntei: Doutor esta tudo bem? e ele me respondeu: calma que ainda não terminei. Comecei a ficar com falta de ar e pedi para me levantar um pouco, em seguida ele
chamou outra medica, ela pediu pra que eu deitasse de novo na cama, e começou de novo,  meu esposo perguntou: Doutora o que foi? Está tudo bem? E ela falou: Sua filha tem um buraquinho perto da coluna e o nome disso e hérnia diafragmática, meu mundo caiu. Fiquei desesperada!! E ela me falou: Calma esse problema tem solução, mas eu não sei te dizer qual... Ela pediu pra que eu fosse falar com um especialista fetal e fomos no mesmo dia, chegamos la o medico me examinou e disse que minha filha tinha uma doença gravíssima e que tinha 50% de chance de sobreviver, comecei a chorar meu esposo pediu pra que eu ficasse calma.

Como ficar calma nesse momento??

O medico disse que eu tinha que fazer um exame chamado aminiocentese e que custava 2.000 mil reais, esse exame diria se minha bebe tinha alguma outra doença. E ele disse mais, disse que eu ia ter que ir pra São Paulo porque em Cuiabá não tinha recursos pra cuidar dela quando ela nascesse. Dai em diante começamos a luta pra consegui ir pra São Paulo já que não tinhamos plano de saúde e a cirurgia era muito cara. Nossa foi uma luta pois o TFD (tratamento fora de domicilio) do SUS só nos reprovava. Nisso conhecemos
duas meninas com o mesmo caso nos unimos na causa pra ir para São Paulo. Brigamos, choramos ate que o TFD aprovou nosso pedido. Nisso eu já estava com 37 semanas de gravidez e a Tam não
liberou eu viajar sozinha, sem médico, por que eles falavam que tinha chance de eu entrar em trabalho de parto no avião.
No dia 12 de julho viajamos e eu tive que ir acompanhada de um medico e uma tia do meu esposo que era técnica em enfermagem pois preferi que meu esposo ficasse cuidando do meu outro filho.
Chegamos em São Paulo e de cara minhas colegas já vieram desesperadas falando que não tinha nada marcado pra nós e que o atendente do hospital tinha falado que tinha vindo uma caravana de HDC de cuiabá.

Fiquei desesperada! Então o medico e a assistente social que estavam com nós, começaram a fazer ligações e de repente ela me chamou e me levou para o pronto socorro do hospital das clínicas, e la eu fiquei sabendo que meu parto já estava marcado sim! Seria no dia 13 de julho, no outro dia já. Na mesma hora me internaram e dai começou uma sessão de exames pra ver se minha bb esta bem. Graças a Deus estava tudo bem.
No outro dia cedo vieram me avisar que meu parto ia ser as 9:00 horas da manha, fiquei aguardando... Logo em seguida vieram me buscar e me levaram para o hospital da criança da USP.

Minha bb nasceu as 10:20, comecei a chorar e perguntar para os médicos se estava tudo bem com ela e eles me disseram: Calma mãe ela ta bem, estão cuidando dela.

Então o médico mandou perguntar pras enfermeiras se ela  estava bem e se podiam trazer a Anny pra eu ver. Daí as enfermeiras trouxeram ela já entubada e colocaram ao meu lado pra que eu pudesse vê-la. Foi uma emoção inexplicável poder ver ela ali do meu lado.
Minha filha foi operada com três dias de vida e os médicos disseram que correu tudo bem na operação e que agora era só esperar. Dois dias depois de operada ela teve uma parada respiratória e tiveram que colocar ela no respirador mecânico. Quando eu cheguei la e vi ela da quele jeito fiquei desesperada. Os rins dela pararam de funcionar e ela teve um sangramento na cabeça, a medica disse que ela poderia ficar com sequelas ou que poderia ser uma criança normal. E sempre me falavam para não perder a fé, mas era pra ficar preparada pois q já haviam feito tudo o que podiam fazer e agora era só esperar.

Eu chorava, cantava pra ela e sempre conversava com ela. No outro dia ela começou a fazer xixi e saiu do respirador automático e foi pra um que só auxiliava na respiração. As medicas vieram falar pra mim que ela estava indo super bem  e que ela ia conseguir sobreviver e que já iam começar as tentativas pra tirar ela do tubo.
Fiquei muito feliz!! Ela abria os olhinhos, ficava olhando pra todo lados era linda, uma princesa.

Então passaram alguns dias e uma manhã quando acordei (eu passei a dormir com ela no hospital) vi que ela estava muito branca. Chamei as medicas e falei pra elas. Dai começou uma sessão de exames e as medicas me disseram que achavam que era uma infecção hospitalar já que a imunidade deles fica baixa.

No dia 02/08/2010 minha filha não resistiu e veio a falecer. Meu mundo caiu naquele dia. Eu que tinha prometido pra meu filho e meu esposo que eu traria minha filha pra eles jamais tinha pensado que seria dentro de um caixão.

Sofri bastante, meu esposo não pode ver a filha viva. Viu ela dentro de um caixão... Como é triste, como doí isso.
As meninas que foram comigo para São Paulo, uma o bb nasceu e faleceu no mesmo dia a outra o bb conseguiu sobreviver e já vai fazer um ano. Hoje nos somos amigas e sempre que podemos vamos
uma na casa da outra. Uma amizade que nasceu atravéz da dor e que hoje se tornou uma amizade verdadeira.
Hoje já estou mais calma e sei que Deus fez o que era melhor pra nos, pois sei que a luta não acaba depois que o bebes recebem alta.
Mas Deus é grande e esta com cada uma dessas Crianças guerreiras.
Minha filha não sai da minha cabeça não fico um só dia sem pensar nela. Amo-a Infinitamente.

Meu anjinho Anny Gabrielly

Gente não sei muito sobre esta doença mais no que eu puder ajudar estarei aqui.
Bjos
Fiquem com Deus.

Meu e-mail é krisinhaborges@hotmail.com
Meu orkut é http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=tr&uid=3236871416606854202

4 comentários:

  1. aff......... choro sem em ler essas historias... e mesmo assim, depois de ter passado por tudo isso, e com sucesso...ainda tenho traumas e medos....

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  2. Meu caso não foi de sucesso, e o mais difícil é ser matogrossense e ver o quanto negligenciam os pacientes aqui. Sei que essas coisas acontecem em todo país,e não é justo.
    Deixar um gravidez de alto risco chegar a 37 semanas sem encaminhamento é um absurdo.
    Queria que pudessemos mudar isso, espero logo saber como.

    Débie, parabéns por este espaço

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  3. daiani dallavechia26 de julho de 2011 22:34

    amiga irma essa é a nossa realidade........
    e com tudo isso resultou nessa nossa amiazade bj adoro

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  4. força, tbm não fiquei com meu bb mas deus sabe o que faz.força

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Obrigada por comentar! Fique atenta que responderei ao seu comentário no post q foi comentado. Beijãoo